sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

MAIS LANCES DA VISITA:

Alunos atentos ouvindo as explicações sobre as obras de Iberê Camargo

Título: Alunos da Adolfina fazem releitura da obra de Iberê Camrgo


- Alunos!
- Venham preparados porque amanhã vamos estudar o artista Iberê Camargo!
Essa frase poderia ser usada pela professora Monalisa . Poderia. Ao invés de apresentar a história, obra e vida do artista gaúcho em uma aula ela decidiu trilhar outro caminho. Com uma informação em mãos e a vontade de trabalhar os aspectos que cercam as artes a professora agendou uma visita a Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Uma não! Foram duas visitas.

“Poder levar os estudantes a uma exposição de arte é importante para ampliar o conhecimento dos alunos”, afirma. A primeira visita ocorreu no mês de junho. Nela, eles conheceram o prédio da fundação além de apreciar uma parte do expressivo acervo do artista.

Antes de conhecer as obras e a Fundação os alunos elaboraram um tele-jornal em forma de teatro. Nele a professora pediu para os adolescentes pensarem nas diferentes possibilidades que a expressão corporal oferece. “Os apresentadores não lêem todas as notícias do mesmo jeito. Uma notícia triste é contada de um jeito. A vitória de um atleta é narrada de outra maneira. Tentei fazer uma relação com os diferentes campos: arte, jornalismo e o teatro”, relata.

Para o aluno Cauã Picceti todo o trabalho desenvolvido pela professora foi importante. “As vezes nos sentimos presos. O teatro oferece uma liberdade de gestos e movimentos”, afirma o estudante.

Na primeira visita os alunos foram divididos em grupos pelos mediadores. Sentados no chão eles observaram algumas obras do Iberê e fizeram releituras das que mais chamaram a atenção. No segundo encontro, em outubro, os alunos puderam conferir diferentes obras que não estavam expostas no dia da primeira visita. “Nesse dia os mediadores levaram os alunos para o atelier. Lá eles fizeram um painel em que eles pudessem trabalhar o gesto corporal. Coisa que o Iberê fazia muito no seu trabalho” revela a professora.

Segundo Monalisa os estudantes desempenharam o papel de curadores de uma “exposição virtual”. “Eles tiveram que desempenhar um papel de curador. Pensar como irão ficar as obras num determinado espaço”, cita. “Enquanto professora preciso fazer minha parte. De motivadora da cultura. Eles precisam ter contato com a arte. Não basta ficar falando dos livros, das imagens. Ver de perto uma obra não tem preço”, ensina a professora.