A Pinacoteca da Feevale preparou para os meses de setembro e outubro uma belíssima exposição para comemorar seus 10 anos de existência. Um grande acervo cedido pela Fundação Iberê Camargo esteve disponível para visitação do dia 17 de setembro a 31 de outubro no Campus I. A mostra intitulada Iberê Camargo - Percursos e Aproximações em uma Poética
contou com peças do expressivo trabalho do artista.
A exposição teve uma programação especial onde foram ministradas oficinas de gravura, pintura, monotipia, desenho, serigrafia, mostra de trabalhos de alunos, inauguração de novos ateliês da Feevale e apresentação de projeções fotográficas da artista plástica Elaine Tedesco.
Clóvis Martins Costa, coordenador na Pinacoteca falou que a decisão de escolher obras de Iberê Camargo para comemoração dos 10 anos da Pinacoteca partiu de uma reunião feita entre os professores onde vários nomes foram mencionados, e a trajetória de vida, sua importância para a história da Arte no Brasil, seu profissionalismo acabaram determinando a escolha. Clóvis acrescentou dizendo que Iberê ficou muito conhecido, não só pela qualidade de seus trabalhos, mas pelo empenho em si valorizar como artista, como organização processual. Segundo ele, Iberê era um artista que previa a sua importância, então não deixava escapar um esboço do que fizesse, um desenho qualquer era muito bem guardado, catalogado. Era um exemplo de artista profissional.
Iberê Camargo é um dos grandes nomes da Arte do século XX. Autor de uma obra extensa, que trabalhou exaustivamente a pinturas, os desenhos, as gravuras, explorou tecnicamente isso da melhor maneira possível. Nasceu em novembro de 1914, na cidade de Restinga Seca, no interior do Rio Grande do Sul, mas passou grande parte da sua vida no Rio de Janeiro.
Reconhecido por seus carretéis, ciclistas e idiotas, o artista nunca se filiou a correntes ou movimentos. Desde a juventude, mostrou-se atraído por personalidades independentes, como Guignard e Goeldi. Na Europa, estudou com mestres como Giorgio de Chirico, Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e André Lothe.
Ao longo de sua vida, Iberê Camargo sempre exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual. Teve sua obra reverenciada em exposições de renome internacional, como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Tóquio e a Bienal de Madri, e integrou inúmeras mostras no Brasil e em países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Escócia, Espanha e Itália. O pintor morreu aos 79 anos, em Porto Alegre, em agosto de 1994, deixando um acervo de mais de sete mil obras. Grande parte delas foi deixada a sua esposa, Sra. Maria Coussirat Camargo, e integra hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
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